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OWASP Top 10 : principais vulnerabilidades web

11 de maio de 20269 min de leituraTrueHacking

Neste artigo
  1. A01. Broken Access Control
  2. A02. Cryptographic Failures
  3. A03. Injection
  4. A04. Insecure Design
  5. A05. Security Misconfiguration
  6. A06. Vulnerable and Outdated Components
  7. A07. Identification and Authentication Failures
  8. A08. Software and Data Integrity Failures
  9. A09. Security Logging and Monitoring Failures
  10. A10. Server-Side Request Forgery (SSRF)
  11. Como aplicar o OWASP Top 10 no dia a dia
  12. Conclusão

Em 30 segundos

O OWASP Top 10 lista as categorias de vulnerabilidades mais críticas em aplicações web. Conhecer cada uma. Broken Access Control, Cryptographic Failures, Injection, Insecure Design, Security Misconfiguration, etc., é o mínimo para qualquer time de desenvolvimento ou segurança.

O OWASP Top 10 é, há mais de 20 anos, a referência mais reconhecida em segurança de aplicações web. Não é um checklist exaustivo, é um radar de prioridade. Se sua aplicação ainda falha em itens do Top 10, problemas mais sofisticados são luxo.

A01. Broken Access Control

Disparou para o primeiro lugar nas últimas edições. Inclui IDOR, escalada de privilégio, bypass de role, exposição de funcionalidades administrativas. Solução: negar por padrão, autorizar por objeto, registrar tentativas de violação, testar exaustivamente em pentest.

A02. Cryptographic Failures

Dados sensíveis em trânsito ou repouso sem criptografia, uso de algoritmos quebrados (MD5, SHA-1, RC4), chaves hardcoded, gerenciamento de chaves precário, falta de TLS, certificados auto-assinados. Atinge especialmente fintechs e e-commerces.

A03. Injection

SQL Injection, NoSQL Injection, OS Command Injection, LDAP Injection, ORM injection, SSTI. A regra é simples e quase sempre violada: nunca concatene input de usuário em uma query ou comando. Use prepared statements, parametrização, ORMs com bind.

A04. Insecure Design

Categoria nova e crítica. Cobre falhas de design que nenhum patch resolve sem repensar a arquitetura. Exemplos: fluxo de recuperação de senha que vaza informação se conta existe; cupons sem validação de uso único; carrinho com preço calculado no cliente. A defesa começa em threat modeling.

A05. Security Misconfiguration

Configurações default em servidores, headers de segurança ausentes (CSP, HSTS, X-Content-Type-Options), CORS aberto, error verbosity em produção, debug habilitado, S3 buckets públicos, banners de versão expostos. Cheatsheet: hardening automatizado via IaC e checagens em CI/CD.

A06. Vulnerable and Outdated Components

Bibliotecas com CVEs conhecidos, frameworks fora de suporte, imagens Docker antigas. Solução é mais processo do que técnica: SBOM, scanners de dependência (Trivy, Snyk, Dependabot), política de patching, observabilidade de versões em produção.

A07. Identification and Authentication Failures

Senhas fracas aceitas, ausência de MFA, brute-force sem rate limit, session fixation, tokens previsíveis, falhas em recuperação. Boas práticas: exigir senhas longas (não complexas), MFA por padrão para administrativos, sessões com timeout, lockout temporário após tentativas falhas.

A08. Software and Data Integrity Failures

Pipelines de CI/CD sem verificação de integridade, dependências vindas de fontes não confiáveis, deserialização insegura, atualizações via canais não autenticados. Solução: assinaturas em artefatos, SLSA, supply chain hardening.

A09. Security Logging and Monitoring Failures

Sem logs de eventos críticos, sem monitoramento, sem alertas. O atacante fica meses dentro do ambiente porque ninguém estava olhando. Defesa: logging estruturado, SIEM ou XDR, alertas para tentativas de autenticação anômalas, integração com SOC 24/7.

A10. Server-Side Request Forgery (SSRF)

Aplicação que aceita URLs do usuário e faz requisições para elas, usado para acessar metadados de cloud (AWS metadata service), redes internas, serviços não expostos. Defesa: validar e filtrar destinos (allowlist), proibir IPs privados, separar redes.

Como aplicar o OWASP Top 10 no dia a dia

  1. Threat modeling em cada release relevante
  2. SAST/DAST/SCA em pipeline (não só relatório anual)
  3. Pentest anual com foco no Top 10 + Top 25 CWE
  4. Treinamento contínuo de developers
  5. Padrões de código seguros embutidos no framework da empresa

Conclusão

O OWASP Top 10 não é tudo, mas é o mínimo. Cada empresa que constrói software deveria conseguir explicar, item por item, como mitiga cada categoria. Se a resposta for "não sei", você acabou de descobrir o próximo trabalho do time de segurança.

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